O segredo da felicidade segundo a ciência

Ser feliz não é comer o prato que você mais gosta ou gozar de uma vida plena e tranquila; a ciência mostra que a chave para a satisfação pessoal é fazer coisas arriscadas e até mesmo arriscadas.

O que você olharia se tivesse apenas três dias de visão?

Helen Keller (1880-1968), uma mulher extraordinária, cega, surda e muda desde bebê, nos chama a atenção para a apreciação de nossos sentidos, algo que normalmente não percebemos.

Quatro dicas da ciência para você perder peso

Fazer dieta não é bom: te deixa triste e mais gordo. Então para perder peso sem perder a alegria, a ciência entrega algumas dicas bem mais fáceis.

Pessoas Inteligentes

Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia...

Como ELE pensa. Como ELA pensa.

Quase nunca se perde. Sabe para onde seguir e como conduzir seus pensamentos para chegar a um objetivo. Assim funciona a cabeça dos homens.

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21 de abril de 2015

QUER SER INTELIGENTE? CORRA!

 
Quem achou que ia cochilar na palestra do psiquiatra John Ratey ficou decepcionado. Ele fez seu público, composto por 1.100 dos principais educadores do mundo, exercitar-se ali mesmo. “Corremos sem sair do lugar por 20 segundos, depois descansamos 10 segundos e então repetimos isso mais quatro vezes”, diz. Parece um começo estranho para a apresentação de um professor da Escola de Medicina de Harvard numa conferência sobre educação. Mas Ratey sabia que esse “aquecimento” jogaria a seu favor: todos ficariam mais atentos e talvez até guardassem melhor o que estavam prestes a ouvir. Na verdade, foi um início perfeito para uma palestra sobre como usar nossos corpos para melhorar nossas mentes.

A  ideia de que os exercícios físicos reduzem o risco de doenças cardíacas, de certos tipos de câncer e até previnem contra diabetes tipo II é bem aceita entre os cientistas. Só que estudos mostram que os exercícios também podem turbinar a mente. Não estamos falando apenas daquele bem-estar vago sugerido por ditados como “mente sã, corpo são”. O que Ratey e outros pesquisadores estão descobrindo é que a atividade física tem profunda influência em uma série de capacidades cognitivas que definem seu QI. Os primeiros estudos a sugerir essa ligação vêm dos anos 1960, mas foi na década de 1990 que Fred Gage, geneticista do Salk Institute (EUA), descobriu que fazer exercícios parecia estimular o crescimento de novos neurônios em camundongos. Na mesma época, o psicólogo Arthur Krame, da Universidade de Illinois, publicou um artigo na revista Nature demonstrando que adultos antes sedentários, ao seguir um plano de exercícios de seis meses, melhoravam o desempenho em testes mentais que exigiam controle executivo. Esse controle é o tipo de concentração que nos ajuda a alternar tarefas sem cometer erros, fundamental para a inteligência. 

Desde então, várias pesquisas confirmam e aprofundam esses resultados. Boa parte examina idosos, cujas habilidades mentais tendem a decair com o passar dos anos. Um grande estudo da Universidade de Munique, por exemplo, acompanhou 4.000 idosos durante dois anos. Aqueles que raramente faziam atividades físicas tiveram mais do que o dobro de chance de sofrer algum comprometimento cognitivo se comparados aos que faziam jardinagem, natação ou ciclismo algumas vezes por semana. Outro grande estudo publicado no periódico The Lancet, que seguiu um grupo de quase 1.500 pessoas durante 20 anos, mostrou que esses efeitos podem ser duradouros. Os indivíduos que se exercitavam pelo menos duas vezes por semana já adultos tinham menos chance de desenvolver demência quando passavam dos 60 anos. Os resultados são um alerta para os preguiçosos: formar hábitos saudáveis hoje pode atrasar o declínio mental décadas no futuro.

Pesquisas com jovens são mais raras, mas há evidências de que as atividades físicas fortalecem a saúde cerebral em todas as fases. Uma delas analisou crianças de 5 a 14 anos em escolas públicas na cidade de Nova York. Em testes cognitivos, os 5% de alunos que estavam mais em forma tiveram notas 36% superiores que o grupo menos em forma. Outro levantamento sobre registros de condicionamento físico de 1,2 milhão de homens que se alistaram nas forças armadas da Suécia entre 1950 e 1976 chegou a uma conclusão semelhante. A pesquisa, que seguiu os dados dos jovens dos 15 aos 18 anos, indicou correlação entre boa forma física na adolescência e o melhor desempenho em testes de inteligência e habilidades cognitivas aos 18 anos.

O conjunto desses estudos está transformando o modo como vemos a relação entre corpo e mente. “Quando comecei a estudar o assunto, achei que houvesse um cérebro saudável básico e as atividades físicas pudessem melhorá-lo”, conta a neurologista Megan Herting, da KeckSchoolof Medicine, em Los Angeles. “Mas agora penso o contrário: as crianças com altos níveis de atividade representam o nível básico de como o cérebro deve ser ativo.” A conclusão de Megan,que estuda o impacto dos exercícios nas crianças, é que eles não são um fator que incrementa a cognição normal, mas são uma condição necessária para que ela exista. 

O que está por trás dessa relação? “As pessoas gostam muito da euforia provocada pela corrida e da clareza mental que sentimos com uma rotina de exercícios”, afirma Brian Christie, neurocientista da Universidade de Victoria, no Canadá. O estresse pode inibir as respostas cerebrais na resolução de problemas, impedindo que o órgão faça as conexões necessárias. “Se você sai para caminhar, seus níveis de estresse geralmente despencam”, diz Christie. O fenômeno pode explicar em parte por que as crianças mais saudáveis também têm melhor desempenho nos estudos.

Os exercícios provavelmente contribuem com mudanças mais permanentes. Por ser um dos órgãos que mais consome energia, o cérebro depende de uma dieta constante de nutrientes e oxigênio, supridos por uma complexa rede de vasos sanguíneos. As atividades físicas encorajam a construção dessas linhas de suprimentos e também facilitam sua manutenção. Matthew Pase, da Universidade Swinburne, na Austrália, descobriu que a pressão alta, especialmente nas grandes artérias centrais que alimentam o cérebro, pode causar falhas no desempenho cognitivo, talvez em consequência de danos aos vasos. Como a atividade física regular reduz a pressão arterial, ela deve proteger o cérebro desses problemas no fornecimento de alimento. Outra forma mais indireta de benefício é o fato de que indivíduos mais atléticos têm menos risco de diabetes e obesidade, problemas que podem gerar um ciclo de reações que contribui para o acúmulo das placas cerebrais em pacientes com Alzheimer.

Quando falamos de mudanças dentro do cérebro, as atividades físicas provocam a liberação de neurotransmissores como serotonina, noradrenalina e dopamina, os mesmos estimulados pelos antidepressivos e medicamentos para hiperatividade. Ou seja, uma corridinha na esteira ou uma pedalada na bicicleta ergométrica pode se parecer com tomar uma mistura de Prozac com Ritalina, explica Ratey. Os exercícios também estimulam a produção de substâncias que regulam o desenvolvimento do cérebro, os fatores de crescimento. Ratey chama essas substâncias de “adubo cerebral”, pois elas criam um ambiente no qual os neurônios podem prosperar e promove a formação de novas conexões.

As origens dessa conexão entre corpo e mente provavelmente estão em uma época remota de nossa evolução. “A atividade física é uma parte importante de nossa história evolucionária. Todo nosso sistema fisiológico se baseia em ser atlético”, afirma David Raichlen, antropólogo biológico da Universidade do Arizona. Talvez a capacidade cerebral tenha emergido para melhorar a busca por alimentos, ele sugere. Quando os animais procuram comida, o aumento de fatores de crescimento no cérebro leva ao desenvolvimento de neurônios e sinapses, o que ajuda a lembrar o caminho para voltar à fonte de comida mais tarde.
Raichlen lembra que os seres humanos têm resistência atlética muito superior à dos outros primatas. Em outras palavras, ninguém jamais veria um macaco correndo uma maratona. À medida que se adaptaram a corridas de longa distância em busca de alimentos, nossos ancestrais teriam vivenciado uma injeção constante dos fatores de crescimento, o que fez os neurônios e sinapses se desenvolverem. É possível que o resultado tenha sido uma explosão na inteligência, defende Raichlen. Ou seja, que parte da razão para a inteligência dos seres humanos esteja no nosso esforço físico.

Independentemente do papel dos exercícios na evolução, suas consequências para o cérebro já começam a ser levadas em consideração. O Departamento de Saúde dos EUA está encorajando as escolas a oferecerem mais aulas de educação física e o Instituto de Medicina do país recomenda que os alunos das séries iniciais façam 30 minutos de exercício por dia e os mais velhos 45 minutos. “Precisamos que as crianças se mexam todos os dias. Além de fazer sentido para a saúde, também aumenta suas notas nas provas”, diz Ratey.

O mesmo princípio se aplica à população mais velha. Exercitar-se é uma alternativa aos jogos de inteligência. Kramer diz que ainda não há evidências suficientes que comprovem o benefício de jogos como palavras cruzadas, já que as melhorias conquistadas não parecem afetar o cotidiano. Por outro lado, os novos programas de exercício, conduzidos durante seis meses ou um ano, tendem a acelerar a velocidade de processamento cerebral e melhorar a atenção e a memória em diversas atividades. Combinar as duas abordagens pode ser a opção ideal.
  




22 de fevereiro de 2015

Você NÃO DEVE PARAR para ler esse texto

Todo mundo sabe que a caminhada é um bom exercício. Mas ela tem um outro benefício não tão famoso assim que pode ser um incentivo a mais para começar essa prática todo os dias: estudos mostram que uma caminhada diária de 20 minutos pode reduzir o risco de demência em até 40%.
Com base nessas descobertas, uma equipe de neurologistas da Clínica Mayo, em Jacksonville, nos Estados Unidos, está recebendo pacientes imobilizados por doenças para estudar se o hábito de caminhar também pode ajudar a evitar o declínio mental.
O Dr. Jay Van Gerpen, que é neurologista nessa clínica, está recrutando pacientes de Parkinson em um estudo para ajudá-los a ficar em pé e manter a saúde do cérebro. Ele explica que essa atividade é de fundamental importância porque “andar a pé é uma janela para o cérebro”.

A importância de fazer caminhada todos os dias

Caminhar regularmente não só ajuda a preservar a função cerebral em pessoas saudáveis, como também protege contra outros danos causados pela demência, Alzheimer e doenças como o mal de Parkinson, uma doença degenerativa que causa tremores, comprometimento de funções motoras e declínio cognitivo.
Além de ajudar as pessoas com Parkinson, uma caminhada diária tem implicações mais amplas para as pessoas que estão desenvolvendo demência em uma taxa epidemia, disse Van Gerpen.
A demência está em ascensão e não apenas porque as pessoas do mundo todo estão vivendo mais, mas também por conta da alta incidência de doenças vasculares. A demência está relacionada à obesidade, pressão alta e diabetes e todas estas condições prejudicam o fluxo de sangue para o cérebro.
“Quando o fluxo de sangue em uma grande veia para o cérebro é bloqueado, uma pessoa tem um acidente vascular cerebral”, explica o Dr. Van Gerpen. “Quando pequenos vasos ficam bloqueados, o tecido cerebral também morre”. E o pior de tudo é que você simplesmente não percebe na hora.

Por que caminhar ajuda?

Andar a pé todos os dias reduz justamente o risco de pequenos acidentes vasculares. Também ajuda a retardar o aparecimento da demência e a proteger as funções que permanecem ativas no corpo – mesmo quando uma pessoa é atingida por doenças como Parkinson.

Casos de sucesso

Nos Estados Unidos, um homem de 66 anos tem mal de Parkinson já há mais de 20 anos. Ele estava usando um andador para se locomover, mas não conseguia ir muito longe. Ele também apresenta sérias dificuldades para falar.
Mas depois de se consultar com o Dr. Van Gerpen, as coisas mudaram.
O médico desenvolveu um dispositivo a laser muito simples que fica acoplado ao andador (ou bengala) dos pacientes e projeta uma linha a um passo de distância. Dessa forma, pacientes com essas doenças de que falamos focam todas as suas energias em cruzar essa linha, e para isso utilizam uma parte do cérebro que não está danificada pelas doenças. Assim, os pacientes, como este homem de 66 anos, conseguem fazer caminhadas sem maiores dificuldades e não só diminuem o avanço da doença, como também ajudam na recuperação do cérebro ao estabelecer novas conexões. Leia mais sobre esse incrível dispositivo aqui!
E o mais legal de tudo é que ninguém precisa esperar nove meses para ver os resultados. A esposa do paciente de que falamos ficou maravilhada ao ver que agora ele está se movendo horas e horas por dia, sem grandes dificuldades.

Robôs

Um cirurgião no Florida Hospital Celebration Health está usando um dispositivo robótico para tratar pacientes com Parkinson e ajudá-los a ficar a andar por conta própria. O neurocirurgião, chamado Nizam Razack, usa uma técnica de estimulação cerebral profunda para ajudar a aliviar os tremores e rigidez causados pelo Parkinson, facilitando a execução de tarefas diárias.
Para conseguir performar essa técnica, ele utilizado o robô Mazor, um dispositivo inteligente que é do tamanho de uma lata de refrigerante. Funciona assim: Razack coloca eletrodos dentro dos cérebros dos pacientes para estimular áreas específicas. Os eletrodos, que ficam no cérebro de forma permanentemente, têm se mostrado excelentes aliados para melhorar a tremores em muitos pacientes.
O Dr. Razack já realizou o procedimento sem o auxílio robótico mais de 1.000 vezes, ele disse, e com o robô apenas 10 vezes – por ser uma nova tecnologia. Segundo ele, o robô é uma outra maneira de fazer o procedimento, e pode ajudar na precisão, sendo uma mão a mais para que os cirurgiões consigam colocar os eletrodos com uma precisão milimétrica absolutamente incrível.
O benefício para os doentes de Parkinson
Ao serem submetidos por procedimentos como este, muitos dos pacientes com Parkinson que não podiam andar, ou sequer segurar uma xícara, agora executam essas tarefas com os pés nas costas. Seu benefício, portanto, é indiscutível.

Como fazer o seu cérebro crescer

Pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, descobriram que as pessoas que fazem caminhadas a pé todos os dias são beneficiadas com o aumento em seu hipocampo, uma região do cérebro que controla as novas memórias. E esse aumento é realmente significativos: eles verificaram um aumento de 2% depois de um ano fazendo caminhadas de 40 minutos pelo menos três vezes por semana.

Cá entre nós, está fácil!

Como eles chegaram a esses valores?
Os pesquisadores dividiram 120 idosos com idade média de 66 anos, que não tinham demência, em dois grupos: um grupo de alongamento e um grupo de caminhada. O grupo que caminhou teve um aumento no hipocampo, enquanto o grupo de alongamento não apresentou aumento alguma nessa região do cérebro. Esse estudo é de 2010 e foi publicado na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.
Normalmente, essa área do cérebro diminui cerca de 1 a 2 por cento ao ano em adultos, disse o Dr. Jay Van Gerpen, aumentando seu risco de desenvolvimento de doenças como Alzheimer.

Conclusão

Desligue seu computador e vá fazer uma caminhada. Seu cérebro agrade. 

CLUBE DO CARIMBO: Soropositivos pregam técnicas de transmissão do HIV de propósito

RIO - Denominado de “Clube do Carimbo”, um grupo de homossexuais soropositivos se reúne em sites para passar dicas de como transmitir Aids para outras pessoas. A premissa é que se todos tiverem a doença, ela não será mais um problema social. Junto com isso, a prática do bareback, o sexo sem camisinha, misturado com uma dita sensação de aventura faz com que as “carimbadas” aconteçam mais e já se tornem um problema de saúde pública.

Recentemente, um blog que pregava essa prática foi retirado do ar. O “Novinho Bareback” teria sido o local onde foi criado o dito clube. A página trazia fotos e vídeos que mostravam relações sexuais sem preservativo e trazia dicas para a transmissão da doença sem a anuência do parceiro sexual. Mesmo que desativado, as instruções se disseminaram como um vírus pela Internet. Em um dos sites visitado pelo GLOBO, o autor enumera passo a passo de como criar mecanismos para “carimbar” as novas vítimas. Autodenominados de “vitaminados”, os portadores do vírus que pregam a prática on-line também sugerem as melhores épocas do ano, como as férias, para conquistar mais vítimas.

Neste primeiro site visitado pelo GLOBO, após enumerar cinco passos com técnicas para transmitir a doença (com ou sem preservativo), o dono da página afirma que: “Este texto é só uma ideia. Comentado nacionalmente e internacionalmente, um fato que ocorre e que não quer dizer que eu faça isso. Praticar sexo bareback (sem camisinha) não é considerado crime, o que é crime segundo os artigos 130, 131 e 132 do código penal brasileiro, é uma pessoa transmitir doenças sexualmente transmissíveis para outra (com provas concretas), a pena para esse crime é de 3 meses a um ano de cadeia”.

Entretanto, o Código Penal brasileiro deixa claro que a simples exposição, tal como enaltecida na postagem, já é crime.
“Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente: Pena - detenção, de três meses a um ano, se o fato não constitui crime mais grave”, afirma o artigo 132 da legislação.
Em outro site visitado, os praticantes chegam a marcar encontros em casas noturnas para sexo em grupo de forma que alguns possuem a doença e outros não. Os que não possuem são divididos entre os que sabem que correm o risco de transmissão, chamados de bug-chasers, e os que não possuem ciência disso. Em comentários de outros usuários do site, as orgias mescladas são chamadas de “roleta russa” do sexo.

Segundo o último Boletim Epidemiológico, divulgado pelo Ministério da Saúde, a Aids avança tanto entre homossexuais quanto em heterossexuais. Entretanto, o aumento de infectados entre os gays é bastante superior. Em 2003, eram 4.679 novos casos por ano. Atualmente, são 6.043 soropositivos diagnosticados anualmente.


Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/clube-do-carimbo-soropositivos-pregam-tecnicas-de-transmissao-do-hiv-de-proposito-15406286

3 de maio de 2014

Descoberta a molécula que causa depressão e ansiedade


Se a depressão tivesse uma aparência física, ela seria assim. 
molecula stress

A imagem mostra a molécula CRF1, que está diretamente ligada ao estresse. Moléculas menores, como a que aparece no centro da imagem, podem ser projetadas para inibir sua ação. 

Apesar de ter virado algo comum nos últimos anos, muita gente acha difícil entender a depressão e acredita que, para vencê-la, é só uma questão de ver as coisas de um jeito mais positivo, fazer mais exercício físico ou coisa do tipo. É claro que esse tipo de coisa pode ajudar. Mas estresse e depressão são, antes de tudo, um problema químico. E cientistas acabaram de descobrir a molécula que está diretamente relacionada a esses problemas.

Usando uma das máquinas de raio-X mais potentes do planeta, pertencente ao Diamond Light Source, um acelerador de partículas do Reino Unido, cientistas da empresa farmacêutica Heptares Therapeutics conseguiram a imagem que você vê neste post. Essa estrutura em 3D pertence a uma molécula que atua para regular a nossa resposta ao estresse, chamada CRF1.

O CRF1 é um receptor do CRF, um hormônio liberado pelo hipotálamo como resposta do cérebro ao estresse. Ao se ligar ao hormônio, o CRF1 promove a liberação de substâncias bioquímicas que, em um período estressante prolongado, podem levar à ansiedade e à depressão. Ele também está relacionado com a síndrome do intestino irritável e outras alterações intestinais ligadas ao estresse.
A novidade é que, ao analisar com detalhes sua estrutura, os pesquisadores descobriram que a molécula tem sua “bolsa de ligação” localizada numa posição muito diferente de outros receptores. Com isso, será possível projetar com mais precisão moléculas que possam se encaixar ali e bloquear sua ação, deixando-a inativa.

O estudo foi publicado na revista Nature em 17 de julho e é importante porque abre caminho para o desenvolvimento de medicamentos que, ao interagir com o CRF1, possam tratar depressão e ansiedade, além de outros problemas relacionados a moléculas com estruturas parecidas, como diabetes do tipo 2 e osteoporose.

Fonte original deste post

30 de abril de 2014

Descubra por que a ANSIEDADE atrapalha a sua vida

Quando todas as coisas boas da vida – amor, dinheiro, sexo e diversão – se tornam motivo de preocupação, é sinal de que algo está errado. Entenda o que é a ansiedade e aprenda a conviver com esse sentimento, que é mais comum e antigo do que você imagina.

Vamos começar pelo final. Quando você terminar de ler esta reportagem, terá descoberto que ansiedade é o sentimento típico de quem vive no futuro, se preocupando com as coisas que ainda vão acontecer. E que, se estamos vivos hoje, é a ela que devemos agradecer, porque nos fez ser mais cautelosos durante séculos e séculos de evolução. Você também vai aprender que todos os tipos de ansiedade podem ser tratados com remédios ou terapia, mas que, por mais que eles atrapalhem o trabalho, o namoro, as coisas boas da vida e acabem com a sua paciência no trânsito, nem sempre é bom se livrar deles. Dá para conviver com a ansiedade pacificamente – e é isso que vai fazer a diferença na hora de reconhecer que nem tudo precisa ser motivo de preocupação o tempo todo.

Pronto, se, como bom ansioso, você queria saber como esta matéria vai acabar, não precisa mais correr para a última página. Pode seguir aqui, com calma, para entender de onde surgiu esse problema e para aprender por que falar de ansiedade está na moda. Há mais de 300 mil livros e 100 mil artigos médicos sobre o assunto, e o número aumenta todos os dias. Oito em cada 10 trabalhadores apresentam algum sintoma de ansiedade ao longo da carreira, segundo pesquisa de uma associação internacional voltada ao estudo do estresse. Em algum momento da vida, você vai sentir a sensação de que não vai dar conta das coisas. Não existe quem nunca tenha sofrido com a ansiedade. E, acredite se quiser, isso pode ser bom. Mas, afinal, o que é essa sensação?

 

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Fonte

22 de abril de 2014

Mas afinal, o que é GLUTEN?

Então todos nós falamos de glúten, ouvimos sobre as dietas emagrecedoras que restringem o seu consumo e lemos todo os dias nos rótulos dos alimentos o que contém ou não glúten. Mas alguém sabe realmente o que é glúten? Essa parece ser uma pergunta sempre evitada por quem fala de glúten, porque a maioria de nós não tem a menor ideia de quem é o glúten.

Primeira coisa a saber:  glúten é uma proteína. Sei que muita gente tem a falsa impressão que ele seja um carboidrato por estar presente na farinha de trigo, mas não, o glúten é uma proteína.

O glúten é uma substância fibrosa, elástica, pegajosa e de coloração âmbar. É formado pela união de dois grupos de proteínas quando a farinha de trigo (ou cerais afins, com o centeio e a cevada) é misturada com água e submetida a mistura mecânica. É o glúten o responsável pela elasticidade das massas a base de trigo, é ele também que retém os gases liberados pelo fermento durante o crescimento da massa permitindo que o pão cresça.  Durante o cozimento o glúten também retém a umidade da massa fazendo com o pão fique macio por dentro. O glúten é composto por dois grupos de proteínas: as gliadinas e as gluteninas. As primeiras são as responsáveis pela extensibilidade da massa, já as gluteninas são as responsáveis pela elasticidade.
A indústria alimentícia acrescenta glúten a vários produtos para dar leveza, elasticidade e consistência as preparações. Por esse motivo alimentos que nem possuem trigo como ingrediente passam a conter glúten, como é o caso de chocolates, sopas instantâneas, achocolatados e nuggets. A legislação brasileira obriga todos os rótulos de alimentos a informarem o que contém ou não glúten, isso para facilitar a vida de pessoas que não podem consumi-lo.

Algumas doenças impedem a pessoa de consumir glúten. A mais comum é a doença celíaca que afeta aproximadamente 1% da população. A doença celíaca é uma doença autoimune onde o sistema imunológico acaba produzindo uma reação inflamatória contra a gliadina presente no glúten. A inflamação ocorre no intestino delgado e acaba impedindo que o organismo absorva nutrientes, além de causar vários sintomas. Os sintomas mais comuns são diarreia, perda de peso, fadiga e inchaço abdominal. O único tratamento disponível para a doença celíaca é evitar o consumo de alimentos que contenham glúten. Depois ainda existem pessoas com sensibilidade ao glúten e outras que são alérgicas à ele e por isso também não podem ingerir glúten. Hoje estão disponíveis no mercado vários produtos sem glúten que são a alternativa para alimentação nessas situações e ajudam pessoas com doença celíaca a terem uma vida normal.

Bom ia tudo muito bem, eu não sei bem em que momento que a coisa se perdeu. Talvez pelo grande número de produtos sem glúten nas prateleiras precisando ser vendidos, ou por o inchaço abdominal ser um dos sintomas da doença celíaca, eu só sei que passaram a condenar o glúten. Surgiram dietas emagrecedoras milagrosas indicando a restrição ao consumo do glúten.  Até acusado de formar uma cola no intestino o glúten foi. Só que nada disso tem qualquer comprovação científica.

Várias celebridades aderiram a dieta sem glúten, muitas revistas sugerem que é possível perder vários quilos em um mês cortando o glúten da dieta. Então ai vai a verdade: não existe nenhuma evidência que eliminar o glúten da dieta emagreça. Fim! É isso! O que ocorre é que restringindo o consumo de glúten saem do cardápio vários alimentos bem calóricos, como pães, bolos, biscoitos, tortas, chocolates, etc. Isso pode, talvez, explicar os relatos de perda de peso. Mas atenção!!! Alimentos glúten free podem ser até mais calóricos e mais gordurosos que seus equivalentes tradicionais com glúten.

O que as pesquisa, sim, mostram é que a dieta sem glúten em pessoas celíacas aumenta o ganho de peso e pode causar eficiência de alguns nutrientes como vitaminas, folato e ferro. Sendo necessário acompanhamento médico e nutricional desses pacientes para prevenir e corrigir deficiências alimentares.
Uma outra verdade bem relatada na literatura científica é que o consumo de alimentos com trigo, e assim que contém glúten, produz alguns benefícios a saúde. O consumo de trigo cria um ambiente ótimo para o desenvolvimento adequado da flora de bactérias que habitam o nosso intestino. Ele também protege o intestino que alguns tipos de câncer, condições inflamatórias e até reduz risco de doenças cardiovasculares. Eu não estou dizendo que farinha de trigo branca faz bem e que devemos nos empanturrar de pães. Estou dizendo que o consumo equilibrado de trigo, que aliás é consumido pela humanidade a milhares de anos, faz sim bem à saúde.

Existem estudos começando a investigar se retirar o glúten da dieta pode fazer bem a outras doenças autoimunes como o lúpus eritematoso, a artrite reumatoide, a psoríase e a diabetes tipo 1. Até o momento ainda não se tem um consenso sobre o benéfico de restringir o glúten nessas doenças e mais estudos precisam ser feitos para que se chegue a uma conclusão.

O que temos bem claro, até agora, é que não existem motivos para eliminar o glúten da dieta de pessoas saudáveis. Agora, se você sente algum dos sintomas da doença celíaca, você deve procurar um médico para avaliar se o glúten é prejudicial a você.


Fontes que originaram esse post
http://1.usa.gov/17Bn48x

Clique aqui para saber mais sobre GLUTEN


A receita da longevidade - 7 dicas para viver mais

Comer peixe e nozes, beber café e se casar são alguma das medidas que, comprovadamente, aumentam a expectativa de vida

Adotar um estilo de vida saudável ajuda a ter uma vida mais longa e melhor. Alguns aliados da longevidade são a prática regular de atividade física e a alimentação equilibrada, assim como a distância de comportamentos prejudiciais, a exemplo de tabagismo e alcoolismo. Confira sete medidas que, segundo estudos publicados recentemente, podem indicar o melhor caminho para uma vida longeva.

Case-se


Casar-se, ou simplesmente ter um companheiro ao longo da vida, pode acrescentar anos à vida de uma pessoa.Um estudo feito na Universidade Duke, nos Estados Unidos, com 4 800 pessoas descobriu que adultos solteiros correm um maior risco de morte prematura e, portanto, são menos propensos a chegar à terceira idade do que aqueles que vivem com um companheiro. Na pesquisa, as pessoas que nunca haviam se casado tiveram mais do que o dobro do risco de morrer precocemente do que as que viviam com um parceiro. Essa chance foi 60% maior entre aquelas que já tinham sido casadas alguma vez na vida. 


Beba café, mas com moderação

Ingerir três xícaras de café todos os dias é suficiente para prolongar a vida de pessoas com mais de 50 anos. Umestudo do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos descobriu que essa quantidade da bebida é capaz de reduzir em 10% o risco de mortalidade em um período de doze anos nesse público. Além disso, outras pesquisas já associaram o café à proteção contra doenças como câncer de pele e derrameIsso não quer dizer, porém, que as pessoas devam exagerar no café: a mesma pesquisa americana encontrou uma relação entre o excesso de cafeína e um maior risco de câncer entre homens. 



Saia do sedentarismo

Muitas pesquisas já comprovaram que exercitar-se é um dos caminhos para viver mais. Um estudodinamarquês de 2012, por exemplo, concluiu que a corrida leve pode aumentar a longevidade em até seis anos. Já uma pesquisa americana publicada no mesmo ano mostrou que atividades físicas de lazer, como caminhar ou pedalar no parque, é capaz de acrescentar até 4,5 anos na expectativa de vida de alguém. Os prejuízos do sedentarismo, no entanto, não são evitados apenas com os exercícios, mas também com a redução do tempo em que uma passa sentada em frente à televisão ou ao computador. Um estudo feito na Austrália e publicado em 2012 provou que o sedentarismo não só provoca doenças, como encurta a vida. A pesquisa avaliou 200 000 pessoas acima de 45 anos e descobriu que as que permaneciam sentadas por mais tempo tinham duas vezes mais chance de morrer em um período de três anos do que aquelas que ficavam sentadas por menos tempo ao longo do dia.



Inclua peixe no cardápio

Um estudo da Universidade Harvard descobriu que pessoas com mais de 65 anos que desejam ter uma vida mais longa podem começar por incluir peixe no cardápio com maior frequência. O alimento, especialmente tipos como a sardinha, o salmão e o atum, é rico ômega-3, nutriente que já foi associado a benefícios à saúde cardiovascular. A pesquisa americana acompanhou 2 700 pessoas com 65 anos ou mais ao longo de 12 anos e concluiu que aquelas que apresentavam os maiores níveis de ômega-3 no organismo viviam, em média, 2,2 anos a mais do que quem nunca consumia o nutriente. A recomendação dos pesquisadores é o consumo de no mínimo duas porções por semana de peixes ricos em ômega-3.



Mesmo na velhice, adote um estilo de vida saudável

Muitas pessoas podem pensar que uma maior longevidade se conquista com hábitos saudáveis seguidos ao longo da vida toda, mas uma pesquisa feita na Suécia concluiu que adotar um estilo de vida saudável já na velhice também contribui nesse sentido. O estudo analisou, ao longo de 18 anos, a sobrevivência de 1 800 idosos com mais de 75 anos e descobriu que não fumar, não beber em excesso e praticar exercícios pode aumentar em até cinco anos a longevidade, mesmo entre aqueles que têm alguma doença crônica.



Consuma nozes todos os dias

Pesquisadores da Universidade Harvard chegaram à conclusão de que pessoas que comem nozes, amêndoas, castanhas, avelãs e outras oleaginosas todos os dias desfrutam de uma melhor qualidade de vida e tendem a viver por mais tempo. Em um estudo publicado em 2013, eles acompanharam cerca de 120 000 indivíduos ao longo de trinta anos e descobriram que, durante esse tempo, o risco de morrer foi 20% menor entre quem comia mais oleaginosas do que aqueles que nunca as consumiam. As oleaginosas contêm gorduras saudáveis e são ricas em fibras e proteínas, o que retarda a absorção do alimento e diminui o apetite. Por isso, seu consumo está associado a uma melhor alimentação e controle do peso, fatores benéficos à saúde em geral



Coma mais vegetais e menos carne vermelha

Um dos segredos da longevidade pode estar em seguir uma conhecida recomendação dos médicos: comer pelo menos cinco porções de frutas e vegetais todos os dias. Um estudo sueco publicado em 2013 acompanhou mais de 70 000 adultos durante 13 anos e descobriu que quem segue essa recomendação vive, em média, três anos a mais do que quem nunca consome frutas e vegetais. Além disso, segundo uma pesquisa da universidade americana Loma Linda, o risco de morte dentro de um período de seis anos chega a ser 12% menor entre vegetarianos em comparação com quem come carne. O consumo de carne vermelha por si só já foi associado a uma chance até 20% mais elevada de mortalidade. A conclusão faz parte de trabalho da Universidade Harvard publicado em 2012.